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Novembro 6, 2009 por littlebiavcbcv
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Outubro 30, 2009 por littlebia
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Outubro 25, 2009 por littlebia
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Outubro 17, 2009 por littlebia
Outubro 9, 2009 por littlebia
Quando um músico tão respeitado no Brasil como o Tom Zé começa uma descrição da banda falando que “Em vez de estar escrevendo isso, eu preferia estar produzindo um disco dos Ecos Falsos”, esta já está num mastro onde muitas bandas gostariam de se encontrar.Apesar de não ser muito conhecido pelo grande público, a banda Ecos Falsos é bastante respeitada pelos artistas.Suas músicas têm letras irônicas e uma sonoridade peculiar.A banda lançará em breve seu mais novo cd.5 perguntas para Gustavo Falso.
1-Na biografia sobre a banda em qualquer site não é descrito por vocês e sim por outras pessoas (Paulo Terron e Tom Zé) .Como surgiu a idéia de buscar pessoas diferentes para se descreverem?Como vocês contariam a sua própria história?
Acho que a “nossa versão da história” a gente já conta todo dia, nas nossas músicas, entrevistas, no nosso blog, twitter… Nesses momentos em que a gente precisava “resumir”, achamos legal ter uma opinião de fora, até por curiosidade nossa, você sempre fica imaginando como é que outra pessoa interpreta sua trajetória. Mas se fosse pra resumir, eu diria que é a história de um grupo de amigos que se conheceram na faculdade e começaram a fazer música porque tinham objetivos parecidos, apesar de gostos diferentes (mas não excludentes). E esse objetivo seria fazer música não de um tipo específico, mas que representasse o que eles eram. E o que eles eram é mais ou menos isso que é nossa música: uma coisa barulhenta, irônica, meio caótica às vezes, com momentos sérios, momentos de total sacanagem e tudo que fica entre esses pólos. Acho que essa identidade é o que os nossos fãs gostam na gente, apesar de também ser algo que dificulta pra atingir as pessoas que gostam mais das “banda de gênero”.
2-Vocês estão na “nova geração do rock brasileiro”, junto com Vanguart e Móveis Coloniais de Acaju, só para citar alguns exemplos.Tem alguma banda favorita desta nova geração, além da sua?
Têm muitas! Da nossa geração, além dessas duas, que são ótimas, eu destacaria Superguidis, Zefirina Bomba, Ludovic (que acabou, infelizmente), Rock Rocket, Charme Chulo, Daniel Belleza, Pública, Rockz, Bazar Pamplona, Detetives, Walverdes, Cidadão Instigado… E já tem até uma galera mais nova aparecendo muito bem, o Nevilton, Zebra Zebra, Black Drawing Chalks, Nancy, Juliana R, Copacabana Club, várias coisas que eu carrego no mp3 mesmo, não falo só pra fazer média. Ao contrário do que se diz, eu acho que temos sim muita música boa sendo produzida por gente jovem hoje, uma produção que não carrega nenhuma preocupação de “parecer brasileiro”, de se comparar com a MPB, que é um tipo de pensamento, pra mim, moribundo, retrógrado. Tudo bem que o volume de porcaria é dez vezes maior, mas sempre foi assim, a diferença é que hoje você tem acesso a tudo.
3-Está rolando boatos que o Lollapazola tenha uma edição feita aqui no Brasil.O organizador do Rock in Rio também revelou que é bem provável que o festival volte para o Rio.Algum interesse de participar de algum desses festivais?Ou de algum outro festival não citado?
Interesse TOTAL. Eu mesmo adoro o Lolla, já fui duas vezes pra Chicago assistir, é um formato de festival muito louco que nem sei se é possível fazer no Brasil. Bom, possível deve ser, mas teria que ver um espaço legal, um parque, que comportasse você fazer tantos palcos ao mesmo tempo… Mas eu adoraria estar envolvido, se não tocando, indo ver mesmo. Os festivais são um formato bacana que funcionam em complemento com as casas de show: enquanto são elas que formam o público das bandas novas, os festivais são os lugares que apresentam as bandas novas para novos públicos. Então, pra mim, um bom festival obrigatoriamente tem que ter bandas novas inseridas na sua programação, é um papel que ele precisa desempenhar. O Planeta Terra e agora o Maquinaria já vão ter um pouco isso, e espero que se espalhe por todos, inclusive pelo interior do Brasil, seria maravilhoso.
4-Seu novo cd será lançado em breve.Digam-me sobre as expectativas e como foi feito este álbum.
As expectativas são as melhores possíveis, principalmente porque nós estamos muito satisfeitos com o que conseguimos. Como a formação da banda mudou bastante antes de começarmos a gravar, decidimos jogar fora tudo que já estava pronto e recomeçar do zero, pra encontrar o que seria a “nova cara” da banda. Aproveitamos que tínhamos finalmente montado nosso estúdio pra criar toda a pré-produção lá. Esse processo foi um pouco mais demorado, mas valeu a pena, porque todo mundo está satisfeito com todas as músicas. Vamos tentar um esquema de divulgação mais profissional dessa vez, com certeza, mas no fim das contas o nosso trabalho é fazer música que as pessoas gostem, todo o resto você não tem muito controle.
5-Em todo álbum tem uma participação especial de algum artista (Fernanda Takai e Tom Zé, como alguns exemplos.).Gostaria de saber se tem algum artista que vocês gostariam muito que participasse de alguma música sua.Pode ser internacional (risos).
Bom, posso adiantar que nesse disco não vai ser diferente, vamos chamar até mais amigos, de vários níveis de “famosidade”, para ajudar em algumas músicas. De nomes internacionais, acho que a gente não chamaria nenhum superstar não, ia chamar mais atenção que o próprio disco, hahahah. Talvez o Mark Lannegan ou o Eddie Argos, do Art Brut. Ou o Dave Grohl e o Josh Homme. Por que não, né? Vou dar uma ligada pra eles. Hahahahha